O que o livro de Atos me ensinou sobre criar filhos

Quando comecei a escrever Atos que Ecoam ao lado do Jorge Vieira, a última coisa que imaginava era que o livro de Atos dos Apóstolos se tornaria a base de um livro sobre criação de filhos. Jorge é engenheiro, eu sou médico — nenhum de nós é teólogo. Mas quanto mais líamos aquele texto, mais percebíamos algo: ali estava um retrato incrivelmente atual de como pessoas comuns constroem comunidade, resolvem conflito, lidam com a diferença e crescem apesar da adversidade. E isso é, no fundo, o que qualquer família tenta fazer todos os dias.

Na clínica, converso com pais todos os dias que se sentem perdidos — não por falta de informação, mas por excesso dela. Toda semana surge um método novo, uma teoria nova, uma polêmica nova sobre a “forma certa” de educar. O que percebi, e o que o livro tenta traduzir, é que os princípios que realmente funcionam não são novos. Paciência, escuta, coerência, senso de propósito, comunidade — esses são princípios testados há muito tempo, e Atos dos Apóstolos os ilustra de um jeito prático, quase como estudos de caso.

Uma coisa que quero deixar clara: Atos que Ecoam não é um devocional, e não escrevemos pensando só em um público de uma fé específica. É um livro para qualquer pai ou mãe de crianças entre 7 e 10 anos que sinta que educar hoje é mais complexo do que parecia há uma geração — seja qual for a sua crença.

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