Inauguro hoje uma seção nova por aqui: perguntas reais que ouço na clínica, respondidas de forma direta. Começando com uma das mais comuns — “meu filho não me obedece, o que eu faço?”
A primeira coisa que costumo perguntar de volta é: obedecer o quê, e em que situação? “Não obedece” é uma descrição ampla demais para uma resposta única. Geralmente, por trás dessa frase, existem duas situações bem diferentes.
Situação 1: testando limites
Se o seu filho ignora um pedido às vezes, mas responde quando você é firme e consistente, isso é desenvolvimento normal — a criança está testando até onde o limite realmente vai. A solução não é mais punição, é mais consistência: a mesma regra, sempre, sem exceções que dependem do seu humor no dia.
Situação 2: desconexão
Se a criança ignora pedidos de forma generalizada, mesmo com você sendo firme, muitas vezes o problema não é o limite em si, mas a conexão por trás dele. Crianças cooperam mais com adultos com quem se sentem vistas e ouvidas — não porque a regra é mais rígida, mas porque a relação é mais forte.
Na prática
Antes de corrigir, conecte: “Eu vi que você está bravo” antes de “mas isso não muda a regra”. Estabeleça expectativas claras antes do momento de tensão, não durante. E use consequências naturais e previsíveis, não ameaças de última hora que você mesmo não vai cumprir.
Esse equilíbrio entre firmeza e vínculo é um dos temas centrais de Atos que Ecoam, disponível na Amazon. Tem uma dúvida parecida? Deixe nos comentários — pode virar a pergunta da próxima semana.


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