Dor de barriga antes da prova. Choro na véspera de apresentar um trabalho. Recusa em ir à escola em dias de avaliação. Muitos pais interpretam isso como “frescura” ou preguiça — mas, em boa parte dos casos, é ansiedade de desempenho, e ela é mais comum nessa faixa etária do que se imagina.
Por que surge nessa idade
Entre 7 e 10 anos, a criança já entende conceitos como nota, comparação e julgamento social — e começa a associar seu valor pessoal ao desempenho. Isso é potencializado quando o ambiente (escola, casa, ou os dois) reforça, mesmo sem querer, que erro é sinônimo de fracasso.
Sinais para observar
Sintomas físicos recorrentes sem causa médica (dor de barriga, dor de cabeça) associados a contextos escolares, perfeccionismo excessivo, evitação de tarefas por medo de errar, ou choro/irritabilidade desproporcional diante de avaliações.
Como ajudar sem aumentar a pressão
Valorize o esforço e o processo, não só o resultado (“eu vi o quanto você estudou” em vez de só “que nota boa”). Normalize o erro como parte do aprendizado, inclusive compartilhando os seus próprios erros. E evite comparar o desempenho da criança com irmãos, colegas ou até com você mesmo na infância.
Se os sintomas persistem ou impactam significativamente a rotina, vale buscar avaliação profissional — ansiedade tratada cedo tende a responder muito bem.
Esse cuidado com o valor da criança para além do desempenho é um princípio que também exploro em Atos que Ecoam, disponível na Amazon.
Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação clínica individualizada. Se você tiver preocupações sobre a saúde emocional do seu filho, procure um profissional.


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